terça-feira, 30 de outubro de 2007

Charlatanismo

Uma serie de çabios e heruditos discutiam o fredteismo sem beber. Chergaram a seguinte conclusão:

Fred não inventa; usa sim a imaginação para solucionar a pobreza do mundo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

FRED DESAFIA E QUEBRA O SILÊNCIO;

Fred estava entristecendo. Na verdade Fred estava lamentavelmente mal servido, sem mulheres e tão cheio de cerveja que tomava 51 pela manha.


Não foram as más caipirinhas ou o alcatrão concentrado. Tão pouco o trabalho de buscar gelo a cada quinze minutos ou o sabor insuportável do álcool potável cruzeño que mandará buscar.


Foram as ressacas de ressacas nas tarde de domingo que derrubaram nosso herói. Não fosse isso ele teria logrado. Mas não pode com a calma de uma tarde de domingo.


Quando um já não toma mais banhos por passar o dia na piscina - tendo a certeza do parmegiana novamente, no jantar! Terminar Garcia Marques em espanhol e pensar em escutar shakira. Ler as mil e uma noites e descobrir na metade que já sabe metade das histórias de cor. E, principalmente, é fazer tudo isso no paraíso sem uma alma com quem falar.


Fred pensou e continuou bebendo. Fred fumou, e continuou pensando. Fred leu, leu e releu. Fred bradou:


- Que importa; coxa se bonita, bonita se coxa? Marianas não voam!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Convergencia do destino;

Campbell afirma que o muçumano disitingue entre a reverência ao bangue e a verdadeira adoração, "que é devida a Ála somente". No islã, o bangue representa não o espírito de Deus, mas o espirito do profeta Khizr, ou Elias.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Primeira prova terrena da divindade de Fred (ou primeiro silogismo categórico sobre a origem das coisas);

Fred descansava do ritual barilítico de setembro (conhecido também como “torneio da lata furada, versão Máster – Redux”) e, no monte canhamo, foi avaliar as criações artísticas dos simplistas contemporâneos.

(Algo que necessariamente deixa Fred incomodado é a necessidade ordinária de saber o porque das coisas. Fred sabe e não se diverte vendo as poucas pessoas que encontraram a resposta se dando muito mal, não podendo compartilhar o conhecimento com a humanidade. Em verdade Fred fica profundamente angustiado ao pensar nisso, assim como ocorre com o infinito em expansão). Fred bradou:


- Ó simplórios, escutem a lição de Adams; “'And are you not', said Fook leaning anxiously forward, ' a greater analyst than the GOOGLEplex Star Thinker in the Seventh Galaxy of Light and Ingenuitywhich can calculate the trajectory of every single dust particle throughout a five-week Dangrabad Beta send blizzard?'”


Sabendo que Google significa um número imenso e Googleplex um número imenso elevado à ele mesmo fatorial acha novamente que o ordinário não compreenderá. Fred sabe quando o termo google foi primeiramente associado à busca em um universo virtualmente infinito. Fred sabe que “google” e “vida moderna” significam a mesma coisa. Fred sabe o porque de google ser google, e que este copywright é de 1979. Fred, como Monty Python, sabe o sentido da vida;


- quem acredita na falsa linearidade do tempo acredita em Fred.


Fred também sabe misturar во́дка com coca cola. Fred bebeu. Fred dormiu.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

O Fredteismo, desde os tempos ancestrais, nunca pretendeu ser doutrinário ou hegemônico. Segundo o mito de Fred o que é verdade não pode ser hegemônico nem ensinado por doutrina. Resta aos restantes seguir e confiar. O aprendizado é osmótico, lento, e inobservável. Jim Dodge chegou lá. Outros chegarão.

Fato é que não se pode dialogar com Fredteistas sem entender o sentido completo da expressão “bodeia”. Fred, que se senta semanalmente com filósofos mais ou menos eruditos para ouvir o que tem a razão a dizer, irritou-se recentemente com um leitor de Pascal que tentava ser retórico sem saber deôntica. Fred definiu o bodeia:

- “BODEIA:

Não se pode entender o que é visto por não haver concordância sobre a realidade. Parte-se de premissas idênticas e chega-se a conclusões opostas: Paradoxo formal indecifrável ainda que devorável.


Então... bodeia”.

Carta aos sãos,

"Não sei se estive louco. Nunca tive certeza, mas dúvida é indicio.

Sei que sofri de uma forma inimaginável e agi como reagi. Aceitar ser tratado é andar sobre uma faca. Uma faca. Um fio mais ou menos agudo, estreito (straigth... to be straigth) e solitário. Diz que é o jeito, que é assim, que depois de algum tempo quem sabe tudo não volte ao normal.

(deveria ser volte normal. não há razão para artigo).

Normal não existe. Normal é o que não pesa, e isso muda de ser para ser. Eu que não sou digo - nunca fui diferente. Não tinha os óculos e só. Passei a usar os escuros, de cego, e seguir um caminho guiado. O caminho é um fio de navalha: não se pode ser humano, tem de ser controlado. Demasiado estreito para diversão, para tudo que não é caminho, solidão, e reflexão.

E quando a sobriedade venta e vêm as ganas de mandar ao diabo tudo isso, incha-se o fígado e engole-se o sapo. Um dia – hoje?, o fio se estreita ao mesmo tempo que o vento sopra forte. A queda é eminente e involuntária. O caminhante olha ao redor e não há viva alma, ou não vivo nada, e sem ajuda se esborracha.

Próxima sessão: cuidar dos machucados, erguer e voltar a caminhar, quizás chegue mais longe?!

A queda é certa; mais para almas com olhos humanos que se aborrecem com as coisas. Mais vale pegar todo o talento e ser criativo: Pular de pernas abertas ao chão e ver se o corte divide ao meio ou se seleciona pedaços. Ao diabo com o amor. Não perde ao mau humor que é cuidar de alguém; não é nada que não se saiba em que não se exista.

Nada original: - Ao diabo sem mim! Porque haveríamos de ir juntos?

(- Sorte que a prepotência é demais para ser muito estúpido. Vou ao vai da valsa)".

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ladainha Matinal (ou liturgia caipira);

Fred levantou-se no em seu universo caipira. Desajunou e cortou limões. Pos os limões cortados em um copo e polvilhou-lhes açúcar. Benzeu todo o conteúdo com aguardente caipira.

Fred desceu com seu copo preparado para ser atingido por raios solares e se deitou sobre uma toalha vermelha. Fred bebeu. Fred repetiu o ritual mais três vezes e voltou-se de costas para os raios solares.

Fred sonhou com o monte cânhamo e ao acordar criou uma nova liturgia chillonica em homenagem a seu parceiro Siva e a fumaça surgiu. Então Fred levantou-se bruscamente e começou a fumar andando freneticamente ao redor dum amontoado de água chamado pelos mortais de piscina. Fred vociferava antigos poemas e ininteligibilidades. Fred recitou Alberto:

- Li HOJE quase duas páginas

Do livro dum poeta místico,

E ri como quem tem chorado muito.

Os poetas místicos são filósofos doentes,

E os filósofos são homens doidos.

Porque os poetas místicos dizem que as flôres sentem

E dizem que as pedras tem alma

E que os rios tem êxtases ao luar.

Mas as flores, se sentissem, não eram flôres,

Eram gente;

E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras;

E se os rios tivessem êxtases ao luar,

Os rios seriam homens doentes.

É preciso não saber o que são flôres e pedras e rios

Para falar do sentimento dêles.

Falar da alma das pedras, das flôres, dos rios,

É falar de si próprio e de seus falsos pensamentos.

Graças a Fred que as pedras são só pedras,

E que os rios não são senão rios,

E que as flôres são apenas flores.

Por mim, escrevo a prosa dos meus versos

E fico contente,

Porque sei que compreendo a Natureza por fora;

E não a compreendo por dentro

Porque a Natureza não tem dentro;

Senão não era a Natureza.

Fred observou um pica pau de cabeça vermelha. No momento em que este alçou voou Fred bradou:

- Bem aventurados os bebedores de cachaça, pois estes terão senso de desoportunidade ao recitar poesia.

Fred se deitou. Fred dormiu.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Ode ao Meteorito (ou lógica lisérgico – deontica);

Fred caminhava pela noite em busca de capivaras. Fred deitou-se e, durante um cigarro, olhou o céu estrelado:


- Monte de tártaro, para-sol de estrelas:

- É preciso ser louco para ouvir estrelas. Psicóticos são loucos. Os remédios anti-psicóticos são baseados no LSD. Estar louco de LSD é estar psicótico. Eu ouço estrelas.

- Sagrado é o olhar dos psicóticos. Santa é a mongólice, que permitiu a Gengiskan causar medo suficiente para construírem a maior muralha do mundo.

- Bem aventurados os comedores de hachiche, pois estes alcançarão a nitidez.

- Bem aventurados os usuários de LSD, pois entenderão o avesso da verdade.

- (Olhar o céu e ver se algo cai do vazio. Cai e solta fogo! Pessoas aceitam imbecilidades como o infinito em expansão e negam a divindade terrena de Fred. O mundo carece de luzes. O mundo carece de fogo).

Fred apagou o cigarro e viu diversas capivaras no lago. Tentou falar com elas durante algumas horas. Quase foi atacado e voltou ao monte cânhamo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Fred vai à Babilônia;

Fred levantou-se disposto a beber água e fumar. Enveredou-se pela providencia à Babilônia. Encontrou destroços de potenciais desperdiçados de sempre e, novamente, bradou misericordiosamente:

- Oh, destemidos; encontrai-vos com seus âmagos e pensem com seu fígado sobre todo ódio desperdiçado. Apagar a luz e atirar ao alto!, Eis parepatéticos: De desgraças e desgostos foi construído o mundo, mas foi nele se inventou a cerveja e o whisky!

- (O cotidiano oprime e obnubila. A atividade enfraquece. Não é possível ver sem nitidez, e um copo onde há mais açúcar que água é turvo. O rum também é turvo, mas leva a retidão).

Fred viu que não era a boca para aqueles ouvidos. Fred bradou mais umas quantas vezes e se sentou.

Por meio do garçom Fred encontrou a garrafa para sua boca. Fred bebeu.

domingo, 5 de agosto de 2007

Ladainha noturna de Elias:

“O Fredteismo, enquanto doutrina religiosa, mais se aproxima do cientificismo natural positivista que do dogmatismo maniqueísta das religiões ordinárias do ocidente...”

Grande dicionário antropológico das religiões.


Fred caminhou. Fred se sentou e bradou a multidão de capivaras:

- Oh, futuro rebanho; Afastai-vos da moral.

Princípios tem serventia somente se válidos quando incômodos para si.

O comodismo é sagrado!

Então aquele que é livre perde os princípios ao caminhar, e não se importa com isso.

Fred fumou. Fred suspirou e levantou-se. Caminhou.

No monte cânhamo deu-se conta que havia deixado o isqueiro no caminho. Deitou-se.

Então, uma voz onipresente não deixou a cidade dormir:

- O MOVIMENTO ESTÁ PARA O REPOUSO ASSIM COMO O SOFRIMENTO ESTA PARA O GOZO.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

sermão du porão


Quando fico de pau duro
Sinto-me Deus
Não Deus como Zeus no Olimpo
Deus como Jesus
Como o homem no garimpo ao achar a maior pepita
Como o médico que o cardíaco ressuscita
Sinto-me Deus
Sinto-me forte
Sinto o poder
Toda a grandeza de ser de um povo
Sinto-me um ovo fecundado
Como um viado ao dar o rabo
Sinto-me alado
Sinto-me sábio
Sinto-me luz cuspida de meus lábios
Sinto a explosão dos teus
Quando me coloco Deus
No meio de tuas pernas